Será que eu amo porque quero ser amado?
O meu amor é abrigo, ou é vazio?
Será que eu sei amar em adversidades?
Consigo relevar desentendimentos e focar na essência?
Eu sou falso comigo mesmo?
Alardeio valores e princípios e no calor sou mesquinho, inseguro e desconfiado?
Eu queria ver no escuro do mundo... e descobrir o que me agrada
E queria ser inabalável, sempre, no conforto e no caos.
Mas o que é a vida, senão um carrossel de desafios que retornam, insistentes
E o que foi nossa força no passado, pode ser o obstáculo no presente, e vice-versa
Quero me apaixonar pelo choro e me render à força inabalável
e quero nao querer muito, e nem muito forte, pois apego faz sofrer
quando o amor era medo, eu achava melhor acordar sozinho
mas chega de andar entre espinhos
so me cabe amar
essa identidade que se apega a sentimentos e controles, não sou eu
e medo pode me sufocar e me afogar em cada célula, mas nunca será quem sou
e sou e jamais desistirei do grande amor
que nao tem hora marcada, caminho certo, ou roteiro fofo
serei amor para compreender
serei amor para perdoar
serei amor para apoiar
serei amor para silenciar
serei amor para abraçar
serei amor para esquecer
serei amor para consolar
serei o amor que transcende
serei o amor que mereço
e mereço o amor que serei
serei tanto o último como o primeiro
ofereço tudo
e sei
que isso
não é
o fim.
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