Amor é aceitar sem saber
É entregar
É viver
Resolver
Rir
cair
cair pode ser um estado de espírito
todos caem
tudo cai
existe razão?
sinto forte que quando me levanto e desafio a queda, o universo responde
não é sobre merecer, sobre ser honrado, sobre não errar
é acima de tudo buscar e acreditar
buscar-me-ei e me achareis
que as bênçãos e graças iluminem o caminho e aliviem a jornada
busque e reconhecerá a fala, a comunicação interior
mesmo que venha de fora para dentro, ainda é interior
a transformação do destino
o portal da eternidade
o júbilo e o acolhimento
faça nascer
florescer
Flor
e
ser
Será que eu amo porque quero ser amado?
O meu amor é abrigo, ou é vazio?
Será que eu sei amar em adversidades?
Consigo relevar desentendimentos e focar na essência?
Eu sou falso comigo mesmo?
Alardeio valores e princípios e no calor sou mesquinho, inseguro e desconfiado?
Eu queria ver no escuro do mundo... e descobrir o que me agrada
E queria ser inabalável, sempre, no conforto e no caos.
Mas o que é a vida, senão um carrossel de desafios que retornam, insistentes
E o que foi nossa força no passado, pode ser o obstáculo no presente, e vice-versa
Quero me apaixonar pelo choro e me render à força inabalável
e quero nao querer muito, e nem muito forte, pois apego faz sofrer
quando o amor era medo, eu achava melhor acordar sozinho
mas chega de andar entre espinhos
so me cabe amar
essa identidade que se apega a sentimentos e controles, não sou eu
e medo pode me sufocar e me afogar em cada célula, mas nunca será quem sou
e sou e jamais desistirei do grande amor
que nao tem hora marcada, caminho certo, ou roteiro fofo
serei amor para compreender
serei amor para perdoar
serei amor para apoiar
serei amor para silenciar
serei amor para abraçar
serei amor para esquecer
serei amor para consolar
serei o amor que transcende
serei o amor que mereço
e mereço o amor que serei
serei tanto o último como o primeiro
ofereço tudo
e sei
que isso
não é
o fim.
https://www.iamusica.com.br/musica/saber-cuidar-sera-que-eu-1786805442148
Às vezes o amor não dói pela ausência.
Dói pela medida.
Pela distância invisível
entre o que um coração oferece
e o que o outro consegue dizer.
Há quem ame em silêncio,
como quem acende uma vela
e acredita que a luz,
por si só,
já revela tudo.
Há quem ame em palavras,
como quem precisa ouvir o eco
para acreditar
que a montanha realmente existe.
Nenhum ama menos.
Nenhum ama mais.
Apenas habitam idiomas diferentes.
E, ainda assim,
há noites em que a vela
parece pouca luz
para quem esperava o nascer do sol.
Talvez o amor ideal
seja justamente esse lugar
onde vela e amanhecer
acontecem ao mesmo tempo.
Mas talvez esse lugar
tenha sido construído
para os poemas,
e não para os amantes.
Então seguimos.
Um aprendendo
a confiar na luz silenciosa.
O outro aprendendo
que nem todo amor
faz eco.
E que, às vezes,
o coração mais cheio
é justamente aquele
que menos sabe falar.
No porão da Matrix,
entre cabos, sombras e códigos,
havia um mouse que ninguém via.
Não era o Mouse dos profetas,
nem o dos oráculos,
nem o escolhido por alguma máquina benevolente.
Era apenas um pequeno ponto vivo
correndo entre corredores de silício,
com uma certeza impossível:
que a gaiola não era o mundo.
Os outros riam.
"Mostre evidências."
"Traga estudos."
"Quem confirmou isso?"
"Quantos já conseguiram?"
E o mouse, sem argumentos grandiosos,
continuava roendo as grades.
Porque havia descoberto algo raro:
a verdade não depende de aplausos.
Toda validação externa
é apenas um eco tardio.
Primeiro alguém vê.
Depois o mundo concorda.
Nunca o contrário.
Então ele roeu.
Sozinho.
Sem curtidas.
Sem discípulos.
Sem estatísticas.
Apenas guiado por uma força invisível:
a crença que não pede licença à multidão.
E foi ali que aconteceu o maior fenômeno da história do universo.
Não quando a grade cedeu.
Não quando ele escapou.
Mas antes.
No instante em que decidiu acreditar
sem qualquer prova social.
Pois estrelas nascem assim.
Civilizações nascem assim.
Religiões, descobertas, revoluções, amores.
Tudo começa com uma consciência isolada
sustentando uma visão que ninguém mais consegue ver.
Os planetas obedecem à gravidade.
As galáxias obedecem ao espaço-tempo.
Mas a história humana obedece a outra força:
belief without external validation.
A capacidade de permanecer de pé
quando não existe uma única voz dizendo que você está certo.
E assim o mouse atravessou a parede.
Não porque fosse forte.
Não porque fosse especial.
Mas porque acreditou antes da realidade concordar.
E talvez essa seja a força mais poderosa de todas:
aquela que transforma o impossível em inevitável,
não pela aprovação dos outros,
mas pela coragem silenciosa
de um único ser
que continua roendo a Matrix
mesmo quando ninguém acredita que exista uma saída.
Sem razões
Sem motivos
Por menores
Grandes ambições
Só ser
Só acreditar
Só viver e entregar
E agradecer
Por acreditar
Sem validações
Sem respostas
Somente força
Força absoluta
Por escolha
Nova em folha
Torear o destino
Expandir o infinito
Amar e sorrir
Cultivar o lado bom
Se envolver em luz
Só você e eu
É só ser
escolher
acreditar
entregar
agradecer
O que é preciso?
O que vai no alvo?
O que é necessário?
Se render, apenas...
A agulha do compasso aponta para o que escolhermos
Os prazeres, as dores, a felicidade e o sofrimento
Todos sao viciantes, são formas de controle
Existem pela pedagogia divina. Para que possamos conhecer e entender sua natureza adictiva.
A sua vida não é sobre você.
Cada átomo de cada célula que existe em mim está animado pela mesma energia de cada átomo de cada célula que habita em vc e em todos os seres e coisas.
O despertar não será uma experiência de puro prazer, nem significará o fim de todo sofrimento, mas ele permitirá que foquemos nas ações de autêntico amor em detrimento do ego.
Não há nada a temer.
Não há nada a buscar.
Esse pequeno avatar de carbono é apenas nosso canal, nossa antena com a consciência.
Você não é seus pensamentos, suas lembranças, seus feitos, sua história. "Você" não existe. Essa é a grande ilusão. Vc nunca nasceu e jamais morrerá.
Aquele que habita atrás de todo ruído que chamamos de EU é imortal e atemporal.
Que seja leve e fluida essa passagem. E que possamos despertar em comunhão.
O amor que habita em mim saúda a coragem que vive em você.
Viva a liberdade de ser.
Há um homem sentado
no centro exato da própria vertigem,
anotando perdas em planilhas invisíveis,
medindo afetos com régua de incêndio,
tentando domesticar o tempo
como quem põe coleira no mar.
Chamaram isso de prudência.
Chamaram isso de maturidade.
Mas era medo.
Medo vestido de método,
pavor usando gravata,
a alma inteira reduzida
a um contrato de prevenção.
Enquanto isso,
a vida — essa criatura indecente —
ria pelos cantos:
na ferrugem das estações,
na fruta apodrecendo doce sobre a mesa,
na boca dos velhos que já esqueceram os próprios triunfos,
nas cidades erguidas para virar pó.
Tudo cai.
Tudo escapa.
Tudo perde o nome.
Os impérios,
as promessas eternas,
as fotografias salvas em nuvens digitais,
os corpos definidos,
as opiniões absolutas,
o ouro, os credos, os algoritmos,
o orgulho de “ter razão”.
Nada permanece tempo suficiente
para justificar tamanho controle.
E no entanto
há beleza nisso.
Porque quando o homem finalmente percebe
que não existe muralha contra o abismo,
algo dentro dele desaperta.
Ele para de vigiar os próprios passos
como se o universo exigisse perfeição.
Para de pedir autorização ao amanhã.
Para de sacrificar domingos
ao deus ansioso das consequências.
Então atravessa a rua sem consultar o destino.
Ama sem calcular a ruína.
Dorme sem negociar com fantasmas.
Olha para a morte
como quem olha uma montanha distante:
real, inevitável,
mas incapaz de impedir a primavera.
E pela primeira vez
não tenta possuir a vida.
Apenas participa dela.
Como a fumaça participa do vento.
Como a onda participa do oceano.
Como a estrela participa da noite
mesmo sabendo
que já morreu há milhões de anos.
Talvez liberdade seja isso:
não vencer o medo,
mas parar de ajoelhar diante dele.
Aceitar que somos passageiros
num trem sem estação definitiva,
e ainda assim abrir a janela
para sentir o frio no rosto
como quem recebe uma bênção.
Porque a existência nunca prometeu sentido.
Só presença.
E às vezes,
quando o controle desaba,
quando o “predicado” falha,
quando não sobra nada além do instante —
há uma paz estranha e luminosa
em finalmente não precisar
salvar-se de tudo.
Hoje foi uma pequena surpresa
Muito desejada mas inesperada visita
A vontade de amar à vontade
Que gostoso viver essa vida
Ei, eis me aqui, posso entrar?
Claro que sim meu amor!
É tudo nosso! É tudo lindo!
Gostaria de desfrutar uma taça de vinho?
E um luar generoso nos brinda
O calor e um afago gostoso me ganha
O abraço que eu tanto queria
Me desperta e encanta de tanta alegria
Vejo- te em seda e brilho
Toda de desejo, plena
Penso comigo, é um delírio
Eterno eu, em sonho e verdade, apenas...
é nas pequeninas coisas que descobrimos o amor
um levíssimo piscar de olhos
as mãos que se tocam suavemente
dizer sim com um sorriso
o calor aconchegante de um abraço saudoso
como é bom mergulhar no mar da paixão
sentir dentro o que já existe fora
pois a vida so existe em movimento e interação
vibrar nesse sentimento em cada vão momento
para no final poder constatar com muita glória e alegria
todos os dias
que hoje está um lindo dia!
nao sabemos quando será o momento certo
hoje? amanha? ou em décadas...
Mas o futuro já existe lá no futuro
Assim como o passado ainda existe lá no passado
e tudo o que temos é um presente
viver e entender, eis o sonho
e apenas sonhando consigo respirar
ininterruptamente, a cada suspiro, realizar o sonhar
sonhe comigo, pois sonhos que sonha junto geram muita força
e com força e muita fé a ideia ganha pé
viva e ande, pé por pé, pois só assim haverá de chegar
o momento sonhado do sonho de momento.
nas profundezas da alma imortal reside um portal
as energias que vibram e sustentam a ilusao do real
como se acha que podemos tocar sem nunca existir
apenas a frequencia que se condensa e peca no porvir
nao basta a dor, nao basta o calor, nao basta o pendor
ha que se transmutar, que se superar, que se transcender
a raiz está na energia, o fluxo que contagia, a luz que irradia
vem e perceba que nunca houve a imagem, nem o som, nem o perfume
somos e vivemos por códigos e codificações, compilados e interpretados
mas a nave mãe não é uma máquina, é uma força, uma entidade
espirito, consciência, mente, ideia, força e fé, todos símbolos iguais
o derradeiro destino é o ponto de partida, somos poeira e somos imortais
vibre e pire, sinta e mire, jogue e tire, toque e vire
a magia é a lógica que se sente, que não se repete, mas rima
é na poesia que a onda se colapsa e a matéria se firma
que a liberdade viva em você e que você viva a liberdade de ser.