pequeninas ondas energéticas fluem da cabeça para o cosmos, e de volta
Sons ficam distantes, disconexos, como se um furacão os estivesse sugando
mesmo de olhos fechados, a visão absolutamente clara
um impulso tão grande me permite ver a realidade de fora
é tão incrível a sensação de ver o roteiro em sua completude e complexidade
cada pequenino tombo, machucadinho, até as grandes pancadas, estão no script
O único destino: conhecer e aprender
Mas a liberdade existe, nosso arbítrio definirá se nos permitimos aprender
O universo permite qualquer opção
O senso de maravilhamento que ocorre quando acreditamos em algo, a mais pura fé, e vemos esse algo se realizando, e nossa fé sendo recompensada.
E mesmo acreditanto, quando a expectativa não se realiza, viver uma fé verdadeira em si, gera energias muito positivas, vibrações de imensa positividade.
A única coisa importante na vida é o que fazemos com ela
É no santuário interno de cada um que reside o mistério da fé.
Eu acredito em buda, creio q todo sofrimento nasce do desejo.
E que apenas qdo nos libertamos dos impulsos do prazer sensorial é que podemos ser verdadeiramente felizes, simplesmente por ser, por conhecer, por valorizar o q é simples e o q toca o coração.
Eu que estou prestes a encontrar um propósito, sonho em saudá-lo em meu leito de morte, e partir com coracão inteiro, feliz pelo q vivi, busquei, por todos q de alguma forma toquei, e isso bastará.
Uma máquina de sangue e fúria em busca de prazer e ópio?
se todos somos humanos, todos sentimos dor, prazer, medo e fome...?
O humano em cada um de nós não é o mesmo de nós em cada humano
O reflexo, ainda q tenha natureza do gêmeo perfeito, univitelino, não captura a humanidade
E quando de fato capturamos à humanidade, podemos nos afogar em suas grandezas e virtudes
chorar a dor que não é nossa, mas que é... que dói... no outro e em nós...
E mais profundamente corta e machuca por sentirmos apenas sentimentalmente, alma adentro.
E mais acalenta e impregna por se refletir em nós, em cada medo, em cada passo em falso.
Eu sou o horror e o êxtase de tudo e todos que conheci, admirei, odiei, judiei e adorei.
A natureza mesma da vida é o sofrimento e a morte, sim a morte, apenas ela garante algo, tudo mais é nada.
A vontade mesma, o desejo de cintilar nessas palavras a miséria e o pudor de sermos apenas mais alguns... sermos o nada que vive a sofrer e acreditar que um dia irá cessar..
e no breve suspiro justificar toda a raiz essencial do edifício que fazemos de nós mesmos, toda busca que precisa não ter fim, e ver no outro por vezes amor, por vezes temor, e se exaltar nas conexões que nos corroem os ossos e nos incendeiam as veias pulsantes e tremem o peito.
Quantos pessoas, drummonds, quantas cecilias e clarices, qtos presidiários sucumbindo de paranóia estão a parir o amor e a dor em versos e palavras, e lavam com sangue a maldade humana, purificam a mais pútrida soberania que mata tritura não só os ossos, os olhos e cabelos, mas a própria alma indefesa.
Não!! Eu não abrirei mão da minha alma, da minha espada e da minha pena, sim ... lutarei até o fim, contra a tirania, contra a melancolia e o nihilismo, e se tiver que abraçar o mais absurdo dos raciocínios que assim seja, aceito tal destino, dentro de mim erguer o mais sagrado santuário
Louvar a mão, a lágrima, a gota vermelha, a íris dilatada, e em nome da sinfonia e da aquarela de sabores e sentidos que nos servem de instrumentos guiar o meu ser até o olimpo da esperança.
Pois ainda que jamais nada exista, é em mim que a existência se realiza, e é por todos que são meus pais e vieram antes de mim que aqui cravo meu grito, minha maldição.
E por todos que vierem depois de mim, que possam saber, não por mim, mas pela reflexão que lhes causar, o que foi e o que pode ser... ser humano.